POR UMA QUESTÃO
DE JUSTIÇA, NECESSIDADE, CONSCIÊNCIA E COERÊNCIA
Justiça é uma palavra usada, infelizmente,
somente no aspecto humano na maioria dos casos, porém sabemos que inúmeras
violências são cometidas por nós todos os dias aos outros animais, através de
quem os explora diretamente e também daqueles que financiam toda essa
exploração e morte dos animais (consumidores). Devemos levar também a palavra
Justiça quando o assunto se tratar dos animais não-humanos, pois eles também
possuem a capacidade de sentir e têm consciência de sua própria vida.
Necessidade de acabar com a exploração dos
animais, degradação do meio ambiente, e de praticar justiça com todos que
habitam neste planeta; tanto os animais que são usados e mortos como se fossem
seres inanimados, como os de nossa espécie que também são explorados ao serem
obrigados à lidar com o abuso e a morte dos animais diariamente, sendo muitos
ainda crianças que deveriam estar brincando ao invés de serem “funcionários” de
matadouros no Brasil e também aqueles que não têm alimentos para saciar sua
fome devido ao luxo dos produtos de origem animal.
Não há como
alimentar sete bilhões de seres humanos à base de “alimentos” de origem animal
a não ser com mais três planetas e muito mais derramamento de sangue. Uma
alimentação vegana possibilita atender a demanda mundial por alimentos (e seus
nutrientes), pois utiliza menos espaço de terra, água e energia. Com isso,
ainda conseguiríamos recuperar as áreas queimadas e desmatadas pela pecuária.
Consciência de que os animais estão à mercê das
nossas escolhas e que devemos escolher pela ética e respeito a eles,
independente de amá-los ou não. Consciência de que devemos respeitar e que isso
inclui não tirar “vantagem” sobre alguém, não escravizar também as pessoas não-humanas, inclui não consumir
produtos de origem animal ou produtos testados (forçosamente) nos animais.
Consciência de
que podemos (e devemos) fazer pelo menos o mínimo pelos animais: respeitá-los —
sendo veganos(as) em nossas escolhas.
Coerência: Uma vez que tenhamos despertado para
uma realidade, precisamos agir em conformidade com o que descobrimos. Todos(as)
nós queremos liberdade, respeito, amor, carinho, diversão e lutamos por nossa
felicidade, porém só a teremos em plenitude quando aprendermos a concedê-la aos
outros, seja esse “outros” alguém de um gênero diferente do nosso, orientação
sexual diferente da nossa e até mesmo, sem sombra de dúvida, de uma espécie
diferente da nossa. Por uma questão de coerência, devemos exigir e lutar por
nossos direitos, mas também aprender a respeitar e conceder o direito dos
outros (animais-humanos e animais não-humanos).
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